Olá, meus queridos Altianos, como estão?
Há muito tempo eu não passo por aqui para escrever algo de interessante (ou nem tanto), para dizer oi ou algo do gênero. Hoje, entretanto, tive saudade de vocês.
Para compensar um pouco minha ausência, trago duas coisas: a primeira, as novidades do caderno quentinho de amanhã; a segunda, algo que inspira.
Aos postos, o Gazeta ALT de amanhã traz muita informação cultural. Nos espaços fixos – como a Carta ao Leitor e a coluna do Núcleo Gazeta ALT de cinema, feita pelo Anderson (Antikievicz Costa) -, (quase) tudo que você precisa saber sobre o Festival de Música de Cascavel, o Circuito OFF de Música, e sobre o filme cascavelense recém-lançado – Que mordomo é esse? -. No Mundo Sebo, outra de nossas seções fixas, Oniodi (Gregolin) divulga uma campanha para que livros sejam perdidos – aliás, se você encontrou um livro por aí, fique atento! -; no Emblogado, festins literários da rede. Nas páginas principais, você encontrará a continuação do artigo Documento Literário, do Anderson (A. Costa), sobre as tangências entre o jornalismo literário e o documentário; e uma matéria especial que surgiu da lembrança de que a morte do ex-presidente argentino Perón fez 35 anos. Oniodi (Gregolin) encontrou uma personagem argentina em Cascavel que tem histórias incríveis para contar. Por fim, muita coisa boa, ao menos é o que esperamos e nos dedicamos a fazer.
O segundo ponto que eu queria trazer hoje a vocês é uma declaração de Gay Talese, jornalista e escritor considerado ícone do New Journalism. A entrevista foi dada à jornalista Patricia Royo, que está escrevendo para o blogue Prosa e Verso, d’O Globo online. Num making-off da entrevista no blogue de treinamento de estagiários e trainees dos jornais O Globo e Extra (Amanhã no Globo), Patricia transcreveu um trecho que, segundo ela, Talese mandou especialmente para os estudantes de jornalismo:
“O mais importante para jovens jornalistas é gastar mais tempo com pessoas, para entender mais profundamente sobre quem se está escrevendo. Desta forma, mesmo sendo um jornalista, você está se comunicando tão bem quanto se fosse um romancista. O jornalista deve aspirar a manipular tão bem a língua como um romancista, pois o jornalismo pode ser uma forma de arte. Não deve haver uma diferenciação entre ficção e não-ficção, ou entre jornalismo e arte, contos ou romances. Os jornalistas devem se esforçar para produzir uma prosa que lhes dê orgulho, além de coletar a informação corretamente”.
Isso para os que dizem que não há jornalismo literário – ou que ele é um amontoado de palavras bonitas e vazias (sic) – deveria ser um banho de água fria. Aliás, chamem do que quiserem: jornalismo literário, narrativo, realista… o que importa é que reconheçam mais do que o simples empilhar de “informações relevantes”. Nós, ao menos, reconhecemos e sempre tentamos nos orgulhar de nossa prosa ainda envergonhada.
Abraços a todos.
Julliane



























































































Saudações, ALTianos e ALTianas. Notícias do fronte.
Sidnei de Oliveira fez um comentário-convite no nosso expediente. Re-postamos a mensagem aqui na página principal para que todos fiquem por dentro do evento que vem por aí. Vale a pena prestigiar.
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Olá Galera ALT,
Parabéns pelo trabalho realizado, o qual tenho acompanhado, e de antemão parabenizo o caderno de domingo que estava sensacional. Aproveitando o ensejo peço encarecidamente a disposição para que eu possa divulgar a peça “Memórias Póstumas”, confeccionada pela Cia. de teatro Hierofânico da UNIPAR.
A peça foi montada no ano passado, visando a comemoração do centenário de morte do Machado de Assis, sendo que a mesma foi apresentada em diversos lugares, e premiada no Festival de Teatro de Cascavel.
A peça “Memórias Póstumas”, foi adaptada da obra de Machado de Assis, em que foi publicado em 1881, no qual inaugura o realismo nas letras brasileiras. A partir desse enredo o protagonista Brás Cubas revela-se um arguto observador e analista psicológico dos personagens da sociedade brasileira do século XVIII.
O ritmo da peça é composto por narrações digressivas apresentado de maneira irreverente e irônica por um “defunto autor” (e não um “autor defunto”, como podem pensar). Brás Cubas, por estar morto, se exime de qualquer compromisso com a sociedade, estando livre para criticá-la e revelar as hipocrisias e vaidades das pessoas com quem conviveu.
Essa condição de autor defunto permite ao protagonista suspender a narrativa ou o tempo, dialogar com o espectador no momento e que sugere estar escrevendo algum capítulo e até mesmo propor ao espectador a supressão de algum capítulo. O tempo para o Brás Cubas é suspenso, o que o leva a visitar o seu passado, conhecedor dos segredos após a morte, sem revelar ao espectador tais mistérios, vai se mostrando um narrador irônico acerca das paixões humanas.
A peça será encenada no anfiteatro da UNIPAR – Universidade Paranaense
Data: 21/05/2009 Horário: 20hrs
Ingresso: R$ 3,00 – será emitido certificados de horas culturais.
Ficha técnica:
Cia. de teatro Hierofânico da UNIPAR
Elenco:
Brás Cubas, Rubião - Sidnei de Oliveira
Quincas Borba – Igor Zonta
Sonoplastia – Fábio Lino
Adaptação – Sidnei de Oliveira e Leodefane Bispo
Figurino – Sidnei de Oliveira
Direção Geral – Sidnei de Oliveira
contato – (45) 8405-3558