A poesia cotidiana do novo jornalismo e o leitor exigente têm espaço em caderno cultural

“O vinho é um aprendizado intelectual, cultural, sensual, mas também um exercício de curiosidade, liberdade e paixão (…). A degustação é uma longa partida de xadrez com combinações infinitas. A variedade da uva, a safra, o produtor, a região… Ao lado da culinária, a descoberta de novas combinações não termina nunca. Minhas ‘gavetas’ interiores se abriram de acordo com os humores do prato ou da personalidade de quem bebia. Eu gosto de capturar o vôo do desejo do outro. Mesmo se acontece às vezes de me enganar…”. (Enrico Bernardo, considerado o melhor sommelier do mundo).

A Gazeta do Paraná, jornal produzido em Cascavel e de circulação estadual, abriu espaço único na região para discutir e promover cultura por meio do jornalismo literário: o caderno dominical Gazeta ALT.

O Gazeta ALT quer atender aos anseios daqueles que apreciam um bom texto, que se deixam levar por uma boa história. É a cultura de degustar a própria cultura em doses minuciosas, como um bom copo de vinho fino. ALT representa a fuga das “estruturas estruturadas” e a busca pelas “estruturas estruturantes” do jornalismo (Bordieu). É uma alternativa do fazer jornalístico que vale a pena conferir, acompanhar e colaborar.

Não é possível ser cúmplice de um sistema que transforma o ser humano em peça, o jornalismo em linha de montagem e a academia em “uma máquina de moer sentimentos” (Demétrio). Para refletir Nietzsche, não se pode ser um super-homem quando se segue o rebanho. Afinal, quem faz a história sempre foram as ovelhas negras.

ALT nasce com a pretensão de ser um vinho fino a seletos paladares. ALT pede atenção e apreciação lenta para que, a cada gole, possa ser sentido, compreendido. O sommelier Bernardo lembra que “o vinho nos torna humildes, assim como nos torna melhores”.

Que não exista o novo… Quem disse que há somente dois lados numa moeda? Isso é para limitados. Misture cinema, literatura, pensamentos, sentimentos e jornalismo, e você terá o tempero do Gazeta ALT: jornalismo literário e cultural até o talo.

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16 Responses to “Gazeta ALT”


  1. 1 Ana Raquel
    23 abril, 2008 às 11:48 pm

    Excelente redaçao…aqui e no proprio caderno!
    Parabens!
    😛

  2. 2 Sidnei de Oliveira
    7 julho, 2009 às 11:12 am

    Visão literária

    Literatura X Estupidez

    Defronte ao inimigo com os corpos transpirados, a raiva transpõe-se na troca de olhares, como se no ato fosse possível uma destruição, cada qual expõe seu preparo no exibicionismo de potências, intimidando o adversário. A sineta alerta o início da batalha em que restará apenas um, sendo este idolatrado, mas para almejar a vitória, a força deve ser explorada constantemente. Dado o sinal, corpos entram em contatos com violência, impressionando os espectadores com cenas impactantes. Durante um tempo, eles conseguem manter seus golpes com autodefesa, mas de repente, um cede o combate, sendo arremessado ao chão, no qual se encontra ferido e cruelmente humilhado. Porém a proeza não significa a derrota por definitivo, mas sim uma ânsia de continuar eternamente no páreo. No segundo round, forças sobrenaturais surgem pondo o derrotado extremamente ensangüentado em pé e, mesmo debilitado avança em busca de justiça. Num momento de cansaço o até então campeão se vê na condição de fracassado, sendo esta a revanche do adversário.
    No espaço de combate os rivais usam de artimanhas, sendo que o apaixonado pela arte expõe o efeito literário de se expressar tentando emocionar o adversário, que em contrapartida se defende verbalizando anedotas chulas, deixando evidente sua ignorância e hipocrisia. Pois difundir literatura é como adentrar em um ringue de luta, sendo este uma sala de aula, onde ambos procuram defender com justiça e suor sangrento suas concepções.
    Pois a luta tornou-se diária tendo de um lado o educador e do outro o leigo, sendo visto assim literatura com bons e maus olhos.
    Porém propagar literatura é semear cultura no meio social, pois ela é uma ferramenta que registra fatos históricos de uma humanidade e, devido à consciência de sua importância, cabe aos futuros educadores transpor aos alunos o conhecimento literário. Entretanto, com a literatura somos capazes de analisar criticamente uma obra , quando porventura nos vemos estampados em personagens fictícios transcritos no enredo.
    “A literatura existe. Ela é lida, vendida, estudada. Ela ocupa prateleiras de bibliotecas, colunas de estatísticas, horários de aula. Fala-se dela nos jornais e na TV. Ela tem suas instituições, seus ritos, seus heróis, seus conflitos, suas exigências. Ela é vivida cotidianamente pelo homem civilizado e contemporâneo como uma experiência, específica, que não se assemelha a nenhuma outra.” (R. Escarpit, Le Littéraire et lê social).
    O mundo da literatura, como o da linguagem, é o mundo do possível. Esta afirmação não tem nada de novo. Já Aristóteles, respondendo a Platão, dizia que, enquanto a história narrava o que realmente tinha acontecido, o que podia acontecer ficava por conta da literatura que tem sido objeto de investigação desde as origens da civilização ocidental, onde os registros feitos relatavam a existência de uma sociedade, que utilizava do meio literário para sua subsistência .
    Com essa ressalva, a sugestão de que literatura é um tipo de escrita altamente valorizada é esclarecedora. Contudo, ela tem uma conseqüência bastante devastadora. Significa que podemos abandonar, de uma vez por todas, a ilusão de que a categoria “literatura” é “objetiva”, no sentido de ser eterna e imutável. Sendo assim, podemos considerar literatura tudo aquilo que cada um de nós considera literatura. Pois será que seria errado incluir num conceito amplo e aberto de literatura sendo as linhas que cada um rabisca em momentos especiais? Ou aquele conto que alguém escreveu e está guardado na gaveta? Por que excluir da literatura o poema que seu amigo fez para a namorada, no qual mostrou apenas para ela e mais ninguém? Por que não chamar de literatura as estórias de bruxas e bichos que de noite, à hora de dormir, nossas mães inventavam? Por que negar o nome de literatura aos poemas mimeografados que os jovens autores vendem como arte de rua? Será que são literatura os romances que a falta de oportunidade impediu que fossem publicados? As peças de teatro que, como dizia Fernando Pessoa, jamais encontrarão ouvidos de gente? Será que tudo isso é literatura? E se não é porque não é? Para uma coisa ser considerada literatura tem de ser escrita? Tem de ser editada? Tem de ser impressa em livro e vendida ao público?
    Será então que tudo o que foi publicado em livro é literatura? Mesmo aquele romance de sacanagem, que todo mundo lê escondido e gosta? E os livros que nenhum professor manda ler, de que crítico fala, que jornais e revistas solenemente ignoram?
    A resposta é simples. Tudo isso é , não é e pode ser que seja literatura. Depende do ponto de vista, do sentido que a palavra tem para cada pessoa, da situação na qual se discute o que é literatura.
    “ É a literatura porta de um mundo autônomo que, nascendo com ela, não se desfaz na última página do livro, no último verso do poema, na última fala da representação. Permanece ricocheteando no leitor, incorporando como vivência, erigindo-se em marco do percurso de leitura de cada um.” (LAJOLO, Marisa, O que é literatura, 1982, p.43)
    A literatura, por sua vez, foi e, enquanto existir, continuará sendo um denominador comum da experiência humana. Aqueles de nós que leram Cervantes, Shakespeare, Dante ou Tolstoi entendem uns aos outros e se sentem indivíduos da mesma espécie porque, nas obras desses escritores, aprenderam o que partilhamos com seres humanos, independentemente de posição social, geografia, situação financeira e período histórico. Ler boa literatura é ainda aprender o que e como somos em toda a nossa humanidade, com nossas ações, nossos sonhos e nossos fantasmas , tanto no espaço público como na privacidade de nossa consciência. Esse conhecimento se encontra apenas na literatura. Nem mesmo os outros ramos das ciências humanas a filosofia, a história ou as artes conseguiram preservar essa visão integradora e um discurso acessível ao leigo, pois também eles sucumbiram ao domínio da especialização.
    Antonio Cândido diz que a literatura não corrompe nem edifica, mas humaniza em sentido profundo porque faz viver. E afirma:
    “A literatura pode formar; mas não segundo a pedagogia oficial. […], ela age com o impacto indiscriminado da própria vida e educa com ela. Dado que a literatura ensina na medida em que atua com toda a sua gama, é artificial querer que ela funcione como os manuais de virtude e boa conduta. E a sociedade não pode senão escolher o que em cada momento lhe parece adaptado aos seus fins, pois mesmo as obras consideradas indispensáveis para a formação do moço trazem freqüentemente aquilo que as convenções desejariam banir […]. É um dos meios por que o jovem entra em contato com realidades que se tenciona escamotear-lhe.”
    O homem lúcido não pode permanecer quieto e resignado enquanto o seu país deixa que a literatura decaía e que os bons escritores sejam desprezados. É muito difícil fazer com que as pessoas compreendam a indignação impessoal que a decadência da literatura pode provocar em homens que compreendem o que isso implica e a que fim isso pode levar. Um povo que cresce habituado à má literatura é um povo que está em vias de perder o pulso de si próprio. Sendo assim, nos resta continuarmos eternamente na luta visando propagar a cultura indispensável.
    “Se queremos evitar o desaparecimento dos romances – ou sua restrição ao sótão dos objetos inúteis e com isso o desaparecimento da própria fonte que estimula a imaginação e a insatisfação, que refina nossa sensibilidade e nos ensina a falar com eloqüência e precisão, que nos torna livres e nos garante uma vida mais rica e intensa, então devemos agir. Precisamos incitar à literatura aos que vêm depois de nós”.
    (Sidnei de Oliveira – sheldom_dark@hotmail.com)

  3. 3 Sidnei deOliveira
    21 julho, 2009 às 7:42 am

    Olá galera ALT quero de antemão agradecer em especial ao Anderson que publicou meu artigo sobre Literatura no caderno de domingo, atitude como essa valoriza e propaga a cultura ao alcance de todos. Parabéns pelo projeto do caderno e do Blog, o qual acho genial e, estendo as felicitações as demais colaboradores da equipe assim como a Juliane e o Oniodi, no qual me deleito com os textos escrito por eles. Enfim, parabéns a todos.

  4. 4 Sidnei de Oliveira
    29 julho, 2009 às 10:37 am

    Olá Altianos e altianas de plantão deixo a vcs um convite especial. Vale a pena conferir.

    A única maneira de liberta-se de uma tentação é entregar-se a ela, o drama ficcional de Oscar Wilde se materializa por meio da Cia de teatro Hierofânico da Unipar, que se apresenta com a peça O Retrato de Dorian Gray, adaptado pelo ator e diretor Sidnei de Oliveira , O Retrato de Dorian Gray aproxima-se do mito de narciso ou, do mito faustiano, no qual em prol dos prazeres mundanos se abdica da alma. Dorian, um jovem belo e aristocrata inglês no contexto da época vitoriana, aceita posar para o pintor Basil Hallward. O retrato é sublime, e este contempla a sua beleza com o profundo desejo, de que esta sim se perpetue não na tela, mas no seu rosto. O sonho seria que a velhice se manifestasse apenas no retrato…Aqui se inicia o percurso de decadência e devassidão de Dorian Gray, quando vende a alma pela juventude eterna e seus prazeres, paradoxalmente o retrato revela cruamente a sua leviandade, no qual nos leva à reflexão sobre os padrões de beleza em cada sociedade, em cada época, envelhecimento versus juventude, a procura de novas e prazerosas sensações a qualquer preço, o crime e a punição…, extraído do único romance escrito pelo autor, a obra é instigante repleta de reflexos biográficos que prende o leitor do inicio ao fim. E a Cia de teatro promete está comoção, pois para o Sidnei que interpreta o protagonista Dorian Gray “ A peça está maravilhosa, somos tomados pela sensibilidade e sutileza dos personagens projetados por Wilde e, está sendo de uma experiência ímpar, do qual temos a consciência da responsabilidade de concretizar a obra”. Na adaptação teatral a releitura está sendo explorada de forma contemporânea, em que os elementos cênicos mostram a linguagem proposta e, para a composição a trupe conta com a participação do curso em designer em moda da UNIPAR, para confecção do figurino e, com a Associação dos artista plásticos de Cascavel por meio do Jefferson Kaibers que fará o cenário da peça.

    O Retrato de Dorian Gray, será encenado no Centro cultural Gilberto Mayer.
    No dia 16/08/2009 no horário das 19h.
    O ingresso é 2 reais e 1kg de alimento
    Será emitidos certificados de horas culturais e comunitárias..

    Ficha técnica:
    Elenco
    Dorian Gray – Sidnei de Oliveira
    Sibyl Vane – Theives Andrade
    Basil Hallward – José Carlos
    Lorde Henry – Gabriel Furtado

    Sonoplastia e iluminação: Fábio Lino
    Figurino: Curso de designer em moda da UNIPAR
    Cenário: Associação do Artistas Plásticos de Cascavel

    Direção geral: Sidnei de Oliveira

  5. 5 Sidnei de Oliveira
    4 setembro, 2009 às 10:21 am

    Olá Altianos e altianas de plantão deixo a vcs um convite especial, agora com data certa para a estreia da peça O REtrato de Dorian Gray. Vale a pena conferir.

    A única maneira de liberta-se de uma tentação é entregar-se a ela, o drama ficcional de Oscar Wilde se materializa por meio da Cia de teatro Hierofânico da Unipar, que se apresenta com a peça O Retrato de Dorian Gray, adaptado pelo ator e diretor Sidnei de Oliveira , O Retrato de Dorian Gray aproxima-se do mito de narciso ou, do mito faustiano, no qual em prol dos prazeres mundanos se abdica da alma. Dorian, um jovem belo e aristocrata inglês no contexto da época vitoriana, aceita posar para o pintor Basil Hallward. O retrato é sublime, e este contempla a sua beleza com o profundo desejo, de que esta sim se perpetue não na tela, mas no seu rosto. O sonho seria que a velhice se manifestasse apenas no retrato…Aqui se inicia o percurso de decadência e devassidão de Dorian Gray, quando vende a alma pela juventude eterna e seus prazeres, paradoxalmente o retrato revela cruamente a sua leviandade, no qual nos leva à reflexão sobre os padrões de beleza em cada sociedade, em cada época, envelhecimento versus juventude, a procura de novas e prazerosas sensações a qualquer preço, o crime e a punição…, extraído do único romance escrito pelo autor, a obra é instigante repleta de reflexos biográficos que prende o leitor do inicio ao fim. E a Cia de teatro promete está comoção. A peça está maravilhosa, somos tomados pela sensibilidade e sutileza dos personagens projetados por Wilde e, está sendo de uma experiência ímpar, do qual temos a consciência da responsabilidade de concretizar a obra. Na adaptação teatral a releitura está sendo explorada de forma contemporânea, em que os elementos cênicos mostram a linguagem proposta e, para a composição a trupe conta com a participação do curso em designer em moda da UNIPAR, para confecção do figurino e, com a Associação dos artista plásticos de Cascavel por meio do Jefferson Kaibers que fará o cenário da peça.

    O Retrato de Dorian Gray, será encenado no Centro cultural Gilberto Mayer.
    No dia 04/10/2009 no horário das 19h.
    O ingresso é 5 reais e 1kg de alimento
    Será emitidos certificados de horas culturais e comunitárias..

    Ficha técnica:
    Elenco
    Dorian Gray – Sidnei de Oliveira
    Sibyl Vane – Theives Andrade
    Basil Hallward – José Carlos
    Lorde Henry – Gabriel Furtado

    Sonoplastia e iluminação: Fábio Lino
    Figurino: Curso de designer em moda da UNIPAR
    Cenário: Associação do Artistas Plásticos de Cascavel

    Direção geral: Sidnei de Oliveira

  6. 22 setembro, 2009 às 1:09 am

    Na minha Humilde opinião como um intitulado por experimental é que este festival de cinema de Cascavel esta sendo pouco popular, as noites desertas na sala de exibição do centro cultutal
    Gilberto Maier não tem povo ( estão vendo o que é o povo ) Uma terra Oprimida pela mídia, pela
    cuspida intelectulidade dos nossos museus, o novo vem, e se é pra ser poeta eu sou tambem
    (…
    Já não chega o que tem pra beber
    Já não chega o que tem pra comer
    Tem que abusar
    Tem que exagerar
    Até conseguir vomitar
    Mas não chega quem eu quero ver
    Mas não chega quem é pra chegar
    Eu fico consumindo a me torturar
    Garçon traga mais uma a saideira nunca é saideira
    E o bar já vai fechar
    Espera aí que eu vou no banheiro
    Tirar água do joelho
    Pode me esperar
    Um diagrama da noite
    O bar fica em graça
    E a viola não chora à toa
    Mas já chegou minha cachaça
    Já chegou quem me dá
    Não vai ser de graça
    Mas tendo a buscar
    Eu tendo a estragos
    Eu tenho uma noite pra voar…)

    Ver além da notícia do que se quer sentir, é o que vi neste festival, um problema que é maior que os corações dos projetistas de uma nação: na abertura do festival eu ouvia o discurso e pensava justamente naquele assunto, quando o palestrante do momento tocou o sunto sobre o pessoal que fica por perto do centro cultural se matando de fumar crack, e colocou uma utopia momentanea e emocinada, que o festival poderia acabar com aquilo como se tivese uma força esse festival, uma força do além, tudo bem, todos ouvem no primeiro filme a canção dos Beatles o refrão ( I do Now ) ou seja ( eu faço agora ), mas o problema é de quem fuma e se mata com esta droga No Stone. Ao sair domingo da sala de cinema, após ver um exlente Filme escolhido por Pilati, se não me engano ( Caminho das Flores ) um Show de fotogarfia e tudo mais, estava na frente do Centro de Macumba risos rsrsrsrs ( a nossa cultura é a macumba segundo Glauber Rocha um brincalhão que chorava ao ver este tipo de coisa com certeza ele choraria muito ao ver aquilo ou quero dizer Cento Cultural é quando chega uma jovem para ligar para o traficante segunrando uma garafa pet com gasolina ou conheque pode ser e junto uma rosa vermelha na mesma mão e me diz que quer parar mas não sabe o que fazer. eu não sei responder pensei mas ao dormir pensei nisso: acredito que ocupação e uma revitalição da sua moral tira esta pessoa
    deste estado, cade o estado.

    Amigos Obrigado pela oportunidade
    Obrigado Gazeta Alt
    SUCESSO ANDERSON, QUE SUA TÉCNICA E A NOSSA CORAGEM FAÇA UM FETIVAL MAIS QUENTE UM DIA.

  7. 7 Gustavo
    26 setembro, 2009 às 11:12 am

    Diante do que foi explicado pelo Sr. Clodoaldo, fica claro de que não existe apoio para a cultura aqui na Cidade. Se o festival não é popular, é porque não está atingindo o povo, e com isso acaba perdendo seu significado. Sobre o problema social que torna a Biblioteca Pública um ponto de drogas, a culpa é do mesmo grupo que não apóia a cultura. Um simples exemplo:
    Estacione o carro em horário comercial na Biblioteca Pública que em 5 minutos você já recebe uma notificação. Porque a mesma eficiência não ocorre no combate a delinquência que ocorre no local?

    O período mais importante do festival de cinema é o restante do ano em que ele ocorre, pois se não existir motivação, apoio e incentivo neste longo período, é evidente que os resultados não serão alcançados.

    Vamos torcer para que em 2010 seja diferente.
    Para isso, comecem agora 🙂

  8. 30 setembro, 2009 às 11:37 pm

    Despois do inicio do filme Humildade percebemos as influencias do universo em relação ao bem eo mau com mais exatidão, o caso é que esta escola de cinema da Brazstudio sai por bem ou por mau, gente que diz que vai ajudar e não da a menor bola, vamos para o plano B mauditos vão a merda, isso mostra a pureza das coisas que não deixam quem sabe se enfluenciar por colonos desculpe os colonos de plantão creio que não a nenhum neste blog.

  9. 1 outubro, 2009 às 2:26 pm

    Saudações, amigos.

    É bom saber que o nosso blogue está se firmando como espaço para exposição e discussão de ideias. A cultura de Cascavel precisa muito de pessoas que digam realmente o que pensam sobre os rumos que estamos tomando.

    De fato, o festival de cinema deveria ser a coroação de um ano de conquistas no setor e não o único lampejo de vida que ainda lhe resta. Sem falar que estamos envelhecendo sem mesmo termos crescido.

    Temos mais a dizer sobre o assunto na edição do próximo domingo. Não percam!

  10. 6 outubro, 2009 às 8:22 pm

    A oportunidade que você estava esperando !!!
    inicia em Cascavel a escola de cinema Brazstudio Pulp Fiction !
    Com a Proposta de ensinar tecnicas de atuação a novos atores e tambem fazer filmes, comerciais, reportagens e curta metrages a serem exibidos em um programa de televisão da propria escola em canal de TV ainda a ser definido.
    Inscrição Gratuita
    Inicio: 10 de outubro de 2009 – SÁBADO 10:00 da Manhã
    Local: MAC / EMBAIXO DA BIBLIOTECA PUBLICADE CASCAVEL

    Por que você quer fazer Cinema ? !

    O cinema é uma forma de conhecer seus limites, com a pesquisa podemos ter uma mente mais aberta.

    Informações e ficha de inscrição envie email para brazstudio@hotmail.com
    _= Celular: 9941-9082
    Clodoaldo.

  11. 7 outubro, 2009 às 8:20 pm

    IDÉIAS DE JECA TATU
    Essa Brazstudio

    O MUNDO PERDIDO DOS PULP FICTION
    esta é nossa bandeira e ideologia

    Há uma idéia generalizada de que os pulp fiction são uma forma menor de literatura. Muitos, inclusive, traduzem o termo como literatura barata. Nada mais falso. Em mais de um século de existência, os pulp publicaram alguns dos grandes autores de sua época e revelaram grandes nomes da literatura.

    A história dos pulps começa em 1896, quando o editor Frank Mnsey resolveu transformar uma revista para meninos, The Argosy, numa revista de ficção adulta com formato de 17 por 25 cm. O papel, de péssima qualidade e altamente descartável, era feito da polpa da árvore, daí o nome pulp. A publicação custava apenas um centavo. Mais tarde, alguns pulps chegariam a custar até 20 centavos.

    Os pulps surgiam como uma opção de leitura e diversão para uma grande massa de trabalhadores que emigrava do campo para a cidade, formando o que seria chamado de sociedade de massas. O salário médio de um operário era de 7 dólares semanais e o preço dos pulps não pesavam no bolso. Em 1907 The Argosy já vendia 500 mil exemplares. Preço baixo e grandes tiragens seriam a receita de sucesso dos pulps até meados do século passado.

    O mesmo Munsey iria lançar uma das mais célebres publicações no gênero: All-Story Magazine. Foi nessa revista que Edgar Rice Burroughs lançou em 1912 a história “Sob as luas de Marte”, com o personagem John Carter de Marte. Pouco depois ele criou, para a mesma revista, um personagem que se tornaria uma lenda do século XX: Tarzan.

    A partir da década de 20 os pulps entraram em decadência devido à concorrência do rádio e do cinema. A reação dos editores deu origem a uma das eras mais prolíferas do gênero: as revistas passaram a ser temáticas. Surgiram revistas sobre crimes, ficção científica, terror, faroeste e até revistas sobre submarinos e zepelins.

    As revistas de crime revelaram um dos maiores escritores norte-americanos: Dashiell Hammett, autor de O Falcão Maltes e criador do romance noir. Esse novo tipo de história mudava a ótica das histórias policiais, tornando-as mais realistas. A linguagem seca e rápida de Hammett teria grande influência sobre escritores badalados, como o brasileiro Ruben Fonseca.

    As revistas de ficção-científica revelaram nomes como Isaac Assim e Ray Bradbury. Posteriormente essas revistas passariam por uma reformulação editorial e se tornariam mais elitistas, como o são hoje.

    Mas o que ficou marcado na mente das pessoas foram os personagens criados para essas revistas. Além de Tarzã, muitos outros desfilaram pelas páginas dos pulp fictions: O Sombra, Doc Savage, Capitão Futuro, Conan, Buck Rogers, Fu Manchu e muitos outros.
    Esses personagens seriam uma virada nos pulps e talvez sem eles esse tipo de revista não teria alcançado tanto sucesso numa época em que a crise econômica arrasava o mundo inteiro.
    O Sombra é um bom exemplo dessa nova perspectiva. O personagem surgiu em um programa de rádio. Ele era o apresentador de um programa baseado nas narrativas da revista Histórias de Detetive. No dia 31 de julho os norte-americanos se espantaram com um voz cavernosa que ria e dizia: “Quem sabe o mal que se esconde no coração dos homens? O Sombra sabe”.

    O editores esperavam que o programa alavancasse as vendas da revista. Mas as pessoas iam às bancas procurando justamente as aventuras daquele personagem misterioso. Daí para que o personagem se tornasse uma estrela dos pulps foi um pulo. O escritor Walter Gibson, sob o pseudônimo de Maxwell Grant escreveu nada menos que 283 histórias do personagem, transformando-o num fenômeno mundial. Até no Brasil o Sombra chegou a ter um programa de rádio.

    O Sombra daria a tônica do que seriam os heróis dos pulps: um herói destemido e misterioso que combate o mal ajudado por uma equipe de especialistas.

    Esse seria o mesmo mote de Doc Savage. Desde sua infância Savage cultivou o corpo e o intelecto, tornando-se um gênio e ao mesmo tempo um atleta. Além disso, sua pele tem uma coloração bronzeada que lhe valeu o apelido de Homem de Bronze. Em suas aventuras ele contava com a ajuda de cinco amigos e juntos combatiam o mal com muita coragem e os mais avançados aparelhos tecnológicos.

    Savage migrou para o cinema, e para os quadrinhos, sempre com muito sucesso.

    Capitão Futuro, criado por Edmond Hamilton, é outro personagem que fez história, agora num cenário de ficção científica. A história se passa na década de 1990. Capitão Futuro é um verdadeiro super-homem, com visão esplendida, reflexos super-desenvolvidos e gênio super-desenvolvido. De sua base na Lua ele vive as mais extraordinárias aventuras ao lado de seus três companheiros: Um robô pensante feito à sua própria semelhança; Simon Wright, a enciclopédia viva, um cientista que para se livrar de uma doença fatal, teve seu cérebro transplantado para um tanque e Otho um guerreiro de cristal que muda de forma quando é necessário.

    A primeira história começa com um parágrafo que dá o tom épico do personagem: “O nome e a fama do Capitão Futuro são conhecidos por todo homem e mulher viventes. As incríveis façanhas do mais assombroso aventureiro da história serão narrados enquanto existir a humanidade”.

    A mitologia criada pelos pulps é tão forte que impregnou o cinema, os quadrinhos e a imaginação de milhões de pessoas no mundo todo. De Indiana Jones ao Super-homem, a cultura pop deste século deve muito aos pulp fictions.

    É esse clima que Mundo Perdido quer resgatar. A revista eletrônica mensal, que será lançada pelo site Nona Arte (www.nonaarte.com.br) em setembro, trará mensalmente as aventuras dos mais variados personagens, escritos por gente que é fã de quadrinhos e da literatura pulp. Queremos mostrar que ainda é possível juntar diversão e literatura, como faziam os escritores de pulps da década de 30.

    A Produção local de cinema esta no movimento dos artistas, vamos bricar e aprender que o simples é mais bonito, é melhor ! algum contra argumento ?

    A ironia dita com expressão que não fere, não fere.

  12. 11 outubro, 2009 às 2:25 pm

    A Produção local de cinema esta no movimento dos artistas, Publicitarios, jornalistas e quem tiver vontade tirar a mascara cultural empresa em nos. Vamos bricar e aprender que o simples é mais bonito, é melhor ! algum contra argumento ?
    A ironia dita com expressão que não fere, não fere.

    No primeiro dia de aula de Cinema da Brazstudio Pulp Fiction não apareceu nínguem, ninguem mesmo nem um amigo, quer dizer apareceu um amigo o Guarda da secretaria de Cultura Gente Fina. mas não pensamos em desanimo, ensaiamos umas fotografias e saimos a rua, fomos pescar adeptos no calçadão, (como nas histórias dos apostolos do cinema quero dizer de Cristo) subimos a Padre champanha e chegando na avenida Brasil com o movimento de pessoas, o primeiro dissipulo que convidaos a participar adorou a idéia, pois ele faz publicidade e sua turma ja esta fazendo filmes, decemos a padre chapada
    e chegando ao QG da brazstudio produzimos em pelicula um capitulo muito engraçado da peça Oscar W. ENHOLLYWOOD TUDO É POSSIVEL, SE VOCÊ FOR FRACO NEM APAREÇA SEGUNDO MESTRE SANDRO.
    CONFIRA O PRIMEIRO DIA DA BRAZSTUDIO:

    muito obrigado Sucesso Mestre Anderson Costa esperamos você !

  13. 28 outubro, 2009 às 4:33 pm

    2° dia da escola de cinema Brazstudio Pulp Fiction ( mundo perdido dos pulp fictions Enhollywood)
    Neste dia fomos cubrir o evento no centro C. G. M. este filme sugio quando fui escolher uma musica para a reportagem Pink Floyd welcome to the machine. o resto é com vocês, se não tiver bom, mostra outro ou fique sem nenhum.
    Link: welcome to the machine:

  14. 5 novembro, 2009 às 9:26 pm

    Olá Nação Brasileira ! …no silêncio da madrugada, em meu teclado alucinado como sempre sonhei ser igual… ao velho Charles Bucovisk, dizendo… ó… !!! meu líquido dourado!!! se você e eu destruíssemos esse latifúndio cultural que se encontra este pais falido, acabado, liquidado como diria Glauber Rocha. Em que o seu povo sofre sacrifícios para manter a posse do Rei, e na sua mentalidade hipócrita também, mas será que sou um hipócrita fundamental, como diria Nelson Rodrigues. não sei, mil desculpas, eu não quero ser um hipócrita fundamental, a verdade é misteriosa e os preparativos estão sendo feitos para o Próximo Longa da Brazstudio.
    Muito obrigado Sucesso a todos.
    Terceiro dia da Escola de Cinema Brazstudio O Mundo Perdido dos Pulp Fiction Enhollywood.

  15. 20 novembro, 2009 às 3:56 pm

    O retorno do monstro
    ele promete voltar com canções eletricas, punk mesmo, poesias metaforicas, lágrimas secas.


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