Arquivo para novembro \29\UTC 2008

29
nov
08

alvorada jornalística

Boa-tarde ALTianos. O ALT de amanhã já está pronto desde o início desta manhã. Para quem gosta de procurar cultura e boas histórias nas páginas da Gazeta ALT, amanhã é mais um dia daqueles que promentem agradar tanto a gregos quanto troianos. Viramos a noite em processo de finalização, quase pelo amanhecer de hoje o arquivo foi fechado e já enviado para que possa ser impresso. Nas páginas centrais terá um artigo acadêmico intitulado “Além do Princípio de Prazer: Acenos e Afagos, de João Gilberto Noll e a estética homotextual na pós-modernidade” do professor e mestrando em letras da Universidade Estadual de Maringá, Sandro Adriano da Silva. A matéria de capa e da página oito, que o Anderson, a Julliane e a Mariana Lioto estão preparando, já adianto, vai ser literalmente uma merda. A crítica literária será por minha conta sobre o livro Camilo Mortágua do escritor gaúcho Josué Guimarães. Ainda na página três o jornalista de Pato Branco, Rafael Barzotto, contribui com um conto. Não percam, esta edição promete.

Mudando de assunto, nesta tarde terminei o novo romance e C. Ruiz Zafón, O jogo do anjo. Adianto para os curiosos que  já conhecem a obra do autor que o lançamento é muito melhor do que A sombra do vento e, também, nada tem a ver com este, como alguns críticos e leitores desatentos vêm afirmando. Nas póximas edições do ALT minha crítica e meus comentários sobre este maravilhoso romance que senão tira litros de lágrimas de qualquer leitor o afundo num absuluto silêncio comiseração. Abraços e bom fim de semana a todos. Oniodi.

Anúncios
27
nov
08

dia nacional de combate ao câncer

Boa-tarde ALTianos blogueiros de plantão. Quinta-feira é dia de esclarecer e adiantar sobre o que estamos preparando para a próxima edição. Nas páginas centrais do ALT da próxima semana um artigo acadêmico intitulado “Além do Princípio de Prazer: Acenos e Afagos, de João Gilberto Noll e a estética homotextual na pós-modernidade” do professor e mestrando em letras da Universidade Estadual de Maringá, Sandro Adriano da Silva. A matéria de capa e da página oito, que o Anderson, a Julliane e a Mariana Lioto estão preparando, já adianto, vai ser literalmente uma merda. A crítica literária será por minha conta sobre o livro Camilo Mortágua do escritor gaúcho Josué Guimarães. Ainda na página três o jornalista de Pato Branco, Rafael Barzotto.

Mudando de assunto, hoje é o Dia Nacional de Combate ao Câncer. A doença é a segunda causa de morte natural no mundo. No Brasil, o câncer é a segunda causa de morte. O câncer de mama é o principal causador de óbitos e, segundo apontam os dados do Instituto do Câncer (Inca), tem estimativa de 1.790 novos casos neste ano. Em segundo lugar, vem o câncer de colo do útero, atingindo em cheio à população feminina. Quem já teve algum caso na família, corre mais risco de desenvolver a doença, entretanto, estudos avançados apontam formas de prevenção, desde a eliminação do uso de tabaco e álcool até mesmo testes simples que podem verificar a doença ainda em estágios iniciais. O Dia Nacional de Combate ao Câncer passou a ser comemorado em 1988. A data foi criada para ampliar o conhecimento da população sobre o tratamento e prevenção da doença.

Acima uma propaganda sobre a doença entre crianças. Vale a pena ver. Emocionante.

26
nov
08

fogo nos retratos

Não é uma refutação da minha existência, mas Dorian Gray parece ter encarnado em mim e os questionamentos afloram. Nesta tarde enquanto vinha caminhando para pegar a condução para o jornal pensava no livro de Oscar Wilde, O retrato de Dorian Gray, que já foi objeto de crítica no ALT. Sei que faz alguns dias que não escrevo nada aqui no blogue e sei também que inconscientemente o Anderson e a Julliane estão maldizendo até a minha quinta geração. Sinto-me como Dorian Gray, o personagem do livro: decadente. “O senhor dispõe só de alguns anos para viver deveras, perfeitamente, plenamente. Quando a mocidade passar, a sua beleza ir-se-á com ela; então o senhor descobrirá que já não o aguardam triunfos, ou que só lhe restam as vitórias medíocres que a recordação do passado tornará mais amargas que destroçadas o senhor dispõe só de alguns anos para viver deveras, perfeitamente, plenamente. Quando a mocidade passar, a sua beleza ir-se-á com ela; então o senhor descobrirá que já não o aguardam triunfos, ou que só lhe restam as vitórias medíocres que a recordação do passado tornará mais amargas que destroçadas OO senhor dispõe só de alguns anos para viver deveras, perfeitamente, plenamente. Quando a mocidade passar, a sua beleza ir-se-á com ela; então o senhor descobrirá que já não o aguardam triunfos, ou que só lhe restam as vitórias medíocres que a recordação do passado tornará mais amargas que destroçadas”.

Nesta semana as coisas andam estressantes aqui na redação do ALT. Em ritmo de conclusão de curso, o Jeferson e Douglas, diagramador do Outra Pauta, se debruçam sobre projeto experimental e monografias. Não só eles, sempre alguém dá uma ajudinha. Notícias da semana: enchente de trabalhos e estresse acontece na redação do ALT; dois egos de projetos de jornalistas matam-se mutuamente em discussão; editor do caderno ALT mantém a calma diante das preocupações. Imaginem a Ilze Scamparini (correspondente da Globo na Itália) lendo isso.

Hoje a edição de domingo estará na seção de edições anteriores, quem ainda não leu pode baixar o arquivo em PDF e aproveitar. Para a próxima edição acompanhem nosso blogue amanhã, quando elucidarei.

O vídeo acima é um trailer de uma adaptação do livro de Oscar Wilde.

23
nov
08

Núcleo Gazeta ALT de Cinema

logo-nac-fundo-preto1

Cinema na terra da soja: o eterno caso de amor e ópio
Núcleo incentivará a produção e a discussão de cinema local

Por Anderson Antikievicz Costa

Cineasta por obrigação é difícil de encontrar. Quem faz cinema é porque é apaixonado por essa arte (muito apaixonado). O Gazeta ALT, caderno de jornalismo narrativo e cultural da Gazeta do Paraná também é. Por isso, desenvolveu o projeto sem fins lucrativos Núcleo Gazeta ALT de Cinema, que tem por objetivo incentivar e promover o estudo e a produção cinematográfica na cidade de Cascavel e região.

A primeira ação do Núcleo, que conta com a participação da Semuc (Secretaria Municipal de Cultura de Cascavel), do Sesc (Serviço Social do Comércio), e da Baiacu (Bando Independente Associação Cultural), é a documentação do cinema de Cascavel, com o registro notícias, textos, imagens, vídeos e dos próprios filmes locais.

Todo esse material começa a ser disponibilizado gratuitamente ao público hoje, em um blogue vinculado ao site do caderno ALT (www.gazetaalt.com). Conforme o volume de material for crescendo, o suporte mudará e culminará na publicação de um livro.

O ponto de partida dessa documentação é a digitação de um significativo volume de notícias já localizadas, que dizem respeito à produção e lançamento de filmes em Cascavel desde o início da década de 1990. Além disso, será feita uma profunda pesquisa no banco de dados da Gazeta do Paraná – e de outros jornais locais que permitirem a procura -.

O Secretário de Cultura de Cascavel, Alsir Pelissaro, foi receptivo à iniciativa: “Acredito que esta ação desenvolvida pelo Gazeta ALT tem muito a contribuir para o desenvolvimento cultural da sociedade, fazendo com que seja restabelecido o valor do cinema nacional, dando assim um destaque para os artistas e para o município de Cascavel”.

O cineasta e diretor de publicidade Vander Colombo também acredita na idéia: “Tal ferramenta será de extrema valia não só para recuperar o espírito que Cascavel já teve nas produções daqui, como para se vir a pensar novamente num pólo cinematográfico, cogitando nossas armas para o futuro sem cometer os mesmo erros do passado. Seja a quem já pertence a esta história ou ainda o fará, consolidar-se-ia a aspiração, tornando permanente o nome da cidade na área cinematográfica nas letras, para que seja possível mais tarde fazer o mesmo com câmeras em punho”.

Além de material textual e imagens, os próprios filmes feitos no município serão catalogados e disponibilizados ao público. O fotógrafo cascavelense César Pillati já se prontificou a colaborar com o projeto. “Possuo um número muito grande de fotografias do nosso cinema. Esse arquivo está à completa disposição do Núcleo”.

O blogue será atualizado sempre às segundas-feiras, entretanto, posts aleatórios devem preencher a semana, seja com notícias factuais sobre a produção local, seja com indicações de cinema para o público em geral.

A tríade cinematográfica: assistir/discutir/produzir

A partir do dia 24 de fevereiro, data em que o Gazeta ALT completa um ano de circulação, as atividades do Núcleo se expandem, com a formação de um grupo de discussão, estudo e produção. O projeto prevê que, a partir de palestras e oficinas, os membros aprendam lições básicas de fotografia, edição, roteiro, produção, atuação, direção e passem a produzir.

Produzir dentro da estrutura disponível e então desenvolver ações de conscientização da classe empresarial sobre a existência das leis de incentivo e sobre a importância de se investir em cultura, rompendo a maior barreira da área, que é a captação de recursos.

Sempre no barco, mesmo que afunde

O Gazeta ALT, sempre que pode, apóia produções culturais. Na área de cinema, apoiou a realização de três curtas-metragens: Sobrevivência, de Jeferson Richetti, Anderson A. Costa e Bruna Paese (com colaboração de Julliane Brita); Baunilha 8451, de Jeferson Richetti, Douglas Menegazzi e Andressa Morais; e Lili Marlene, do cineasta e diretor de publicidade Vander Colombo. Apoiou ainda a produção do documentário Ilha D’Oeste, de Jeferson Richetti, Douglas Menegazzi, Andressa Moraes, Lucas Nonose e Renan Menezes. Documentário este que é o primeiro trabalho audiovisual a discutir, de fato, as dificuldades da nossa produção.

FIM

19
nov
08

ALTs Idéias – Ep. 31 – A Primeira Astronauta

ALTs Idéias - Episódio 31 - A Primeira Astronauta

Clique aqui para ler as tirinhas anteriores.

18
nov
08

gravando? ok!

Neste fim de semana nós da redação do ALT nos reunimos com amigos na casa do nosso ilustríssimo Anderson para congraçar nossas relações fraternais e tudo mais. Parece um tanto meigo esse assunto, mas não. Nossas atividades com outros grandes amigos são estritamente de cunho intelectual, cultural e diversionista. Mas toquei neste assunto porque naquela noite assistimos um filme recém-lançado no mercado. Não nos perguntem como conseguimos, acho que apareceu no jardim da casa do Ander, mas isso não vem ao caso. O filme é o thriller espanhol “REC”. Pasmem! Discussões à parte sobre a qualidade, o filme assusta. Acima postei o trailer da película que vale a penas ser assistida em qualquer cinema que esteja sendo rodado. Abaixo trecho de uma crítica retirada do blogue ALTO FALANTE.

“(…) É bem possível que varias pessoas digam que entregar a sinopse de “[REC]” seja uma forma de estragar a experiência do filme (detalhando, inclusive, que o próprio trailer não traz imagens do filme em si, mas apenas dos sustos da platéia durante uma exibição). Respeitando essa possibilidade, não vou falar da sinopse; sinceramente acreditando que afirmar se tratar de um filme de zumbi no estilo início do fim…, seja o suficiente. Entretanto, não tenho certeza se é bem por aí… obviamente é interessante acompanhar o desenvolvimento da história e ir descobrindo o que acontece junto com as personagens; mas é visível que o roteiro, a sinopse, não é nem de longe o mais importante em “[REC]”. Se nas produções do atual cinema comercial as imagens vêm se tornando cada vez mais um mero meio para o desenvolvimento do roteiro, em “[REC]” o roteiro não passa de suporte para o clima/experiência almejada pelos realizadores.

E é exatamente aí que aí que o filme se faz e ganha o espectador: no clima. Fazendo a usual comparação tosca, “[REC]” talvez seja algo muito parecido com um passeio em um Trem Fantasma realmente muito bom. Pouco importa a história, as reviravoltas ou mesmo o desenvolvimento dramático – o melhor em “[REC]” é a possibilidade de ser seqüestrado pelo filme e passar a (quase) vivenciar o caos que ele retrata/constrói. Muito além dos planos amplos e límpidos, o caos na técnica da imagem de “[REC]” serve como um meio para aproximar o espectador do espetáculo, derrubando com a segurança de poder olhar o écran de longe e com distração. Nos curtos 70min de duração, o espectador começa com o tédio inicial de acompanhar a criação de uma reportagem furada sobre o Corpo de Bombeiros e termina diante do registro “quase sem imagem” de pessoas sendo perseguidas e mortas por um terror sem explicação.

Nessa devoção pela construção do clima, “[REC]” faz uma opção interessante: ao contrário de “A Bruxa de Blair”, que se foca nas personagens e aposta no desenvolvimento delas, “[REC]” coloca essa característica em segundo plano e se foca quase exclusivamente na situação. Diferente de personagens construídas numa base dramática, as pessoas expostas na tela são basicamente simplificadas como vítimas da situação e nada mais. Se, assim, por um lado o filme abre mão de uma qualidade que poderia existir, por outro cria uma proteção contra o cinismo dos espectadores menos interessados – que por não se envolverem com as personagens terminam dando risada no cinema (vide o caso do citado “A Bruxa de Blair”).É bem possível que varias pessoas digam que entregar a sinopse de “[REC]” seja uma forma de estragar a experiência do filme (detalhando, inclusive, que o próprio trailer não traz imagens do filme em si, mas apenas dos sustos da platéia durante uma exibição). Respeitando essa possibilidade, não vou falar da sinopse; sinceramente acreditando que afirmar se tratar de um filme de zumbi no estilo início do fim…, seja o suficiente. Entretanto, não tenho certeza se é bem por aí… obviamente é interessante acompanhar o desenvolvimento da história e ir descobrindo o que acontece junto com as personagens; mas é visível que o roteiro, a sinopse, não é nem de longe o mais importante em “[REC]”. Se nas produções do atual cinema comercial as imagens vêm se tornando cada vez mais um mero meio para o desenvolvimento do roteiro, em “[REC]” o roteiro não passa de suporte para o clima/experiência almejada pelos realizadores.

E é exatamente aí que aí que o filme se faz e ganha o espectador: no clima. Fazendo a usual comparação tosca, “[REC]” talvez seja algo muito parecido com um passeio em um Trem Fantasma realmente muito bom. Pouco importa a história, as reviravoltas ou mesmo o desenvolvimento dramático – o melhor em “[REC]” é a possibilidade de ser seqüestrado pelo filme e passar a (quase) vivenciar o caos que ele retrata/constrói. Muito além dos planos amplos e límpidos, o caos na técnica da imagem de “[REC]” serve como um meio para aproximar o espectador do espetáculo, derrubando com a segurança de poder olhar o écran de longe e com distração. Nos curtos 70min de duração, o espectador começa com o tédio inicial de acompanhar a criação de uma reportagem furada sobre o Corpo de Bombeiros e termina diante do registro “quase sem imagem” de pessoas sendo perseguidas e mortas por um terror sem explicação.

Nessa devoção pela construção do clima, “[REC]” faz uma opção interessante: ao contrário de “A Bruxa de Blair”, que se foca nas personagens e aposta no desenvolvimento delas, “[REC]” coloca essa característica em segundo plano e se foca quase exclusivamente na situação. Diferente de personagens construídas numa base dramática, as pessoas expostas na tela são basicamente simplificadas como vítimas da situação e nada mais. Se, assim, por um lado o filme abre mão de uma qualidade que poderia existir, por outro cria uma proteção contra o cinismo dos espectadores menos interessados – que por não se envolverem com as personagens terminam dando risada no cinema (vide o caso do citado “A Bruxa de Blair”). (…)”

Vale a pena conferir. Sem mais, uma boa semana a todos. Oniodi.

17
nov
08

bachianas brasileiras no alt

Hoje  quase se tornou um feriado absoluto para a redação do ALT. Estamos recuperados do fim de semana divertido e cansativo, voltamos prontos para mais uma semana de trabalho. Na edição de ontem, como já anunciamos cansativamente, vocês encontrarão na matéria principal uma elucidação sobre o acordo ortográfico. Para aqueles que ainda mantém dúvidas sobre o assunto a reportagem assinada produzida pela Julliane traz esclarecimentos concretos e práticos sobre o tema. No disco compacto a banda Supreme Beings of Leisure foi o mote da discussão que eu o Anderson levantamos. Na página oito Mariana Lioto escreveu uma matéria sobre restauração de livros. Na página de literatura, a três, uma crítica literária minha sobre o livro Cães da Província do escritor gaúcho Assis Brasil e o conto Sete palmos, algumas pás de terra e nada mais te assola da formanda em jornalismo da Unipar, Bruna Hissae. Na segunda página o Mundo Sebo assinado pelo Anderson e o Emblogado pela Julliane. Por fim, na página sete, o escritor Alceu Sperança contribuiu com um texto sobre cinema em Cascavel. Para quem ainda (diga-se de passagem) não leu ontem poderá conferir tudo isso na quarta-feira quando disponibilizaremos aqui no blogue.

PS: Na seção de edições anteriores os arquivos das edições 37 e 38 estavam apresentando problemas, já está resolvido e podem ser baixadas sem mais delongas.

Hoje, 17 de novembro, faz 49 anos que Heitor Villa-lobos, compositor e músico brasileiro, faleceu. Villa-lobos é o grande nome da música clássica brasileira e para não passar em branco esta data, o blogue do ALT oferece um vídeo (acima) sobre as Bachianas Brasileiras.

O ciclo de obras mais conhecido de Villa-Lobos é este, escritas entre 1930 e 1945, no qual o compositor intencionou construir uma versão nacional dos Concertos de Brandemburgo, usando ritmos ou formas musicais de várias regiões do Brasil.

Todos os movimentos das Bachianas, inclusive, receberam dois títulos: um bachiano, outro brasileiro. São trechos famosos de Bachianas a Tocata (O Trenzinho do Caipira), quarto movimento das Bachianas n.º 2; a Ária (Cantilena), que abre as de n.º 5; o Coral (O Canto do Sertão) e a Dança (Miudinho), ambos nas Bachianas n.º 4. No vídeo, a execução é de Carlos Venturelli no bandolin.




Feed do ALT

Twitter

Pub


Outra Pauta


Firefox 3