Arquivo para setembro \30\UTC 2008

30
set
08

história da TV

Exatamente há 38 anos saía do ar uma das mais importantes redes de televisão brasileira, a Rede Excelsior.   Pertencente a mesmo grupo de empresários donos da Panair do Brasil, a maior empresa de aviação da época, a concessão foi adquirida por um preço exorbitante na época. Ficou no ar apenas 10 anos. O conteúdo era voltado ao jornalismo, séries e filmes estrangeiros, se destacando posteriormente, também, com programas de humor.

A importância da TV Excelsior, apesar da breve trajetória, é de extrema valia para a TV brasileira. O amadorismo acabou com a chegada da Excelsior. Até então “fazer” TV estava atrelado aos mesmos moldes do rádio. Não haviam profissionais capacitados ainda no Brasil. Uma das heranças mais importantes da Excelsior é a programação horizontal. É o que a Rede Globo e outras emissoras fazem hoje: o mesmo programa exibido no mesmo horário todos os dias, criando uma intimidade e compromisso com o telespectador. Em seis meses de operação era a líder de audiência em São Paulo.

Outro ponto inovador da Tv Excelsior foi a exibição em cadeia da programação. Usando videoteipes, novidade para a época, espalhava via avião a programação gravada para as outras TVs. Em 1962 já tentava exibir a cores, quando a TV Tupi somente trouxe a novidade em 1964 que foi quando a tecnologia engajou de vez no País. O “top de cinco segundos” também foi uma invenção da Excelsior.

O campo do jornalismo a evolução ficou por conta do Jornal de Vanguarda iniciado em 1963. Não era mais o radiojornalismo na TV, quando o apresentador apenas narrava as notícias, a partir da Excelsior era “um show de notícias”, slogan do jornal. Outra personagem importante foi o Sombra, um comentarista secreto que só era visto pela silhueta criticando acidamente alguns fatos. O telejornal foi contemplando em 1963 na Espanha com o Prêmio Ondas de Jornalismo, como o melhor telejornal do mundo e foi utilizado por McLuhan – um dos teóricos da comunicação de maior projeção – nas aulas de comunicação ministradas por ele.

A TV Excelsior saiu do ar no dia 30 de setembro de 1970. A decadência iniciou com a ascensão dos militares ao poder. A censura começou a perseguir a Rede e afundada em dívidas não restou nada a não ser o fechamento.

Amanhã  informações da próxima edição. Saudações, Oniodi.

29
set
08

quase outubro – quase fim do ano

Cabe ao povo conhecer a historicidade que o fez chegar onde está. Do último movimento espontâneo e massivo do País veio o afastamento do Presidente da República. Era 29 de setembro de 1992. São 16 anos do afastamento de Fernando Collor de Melo. São 16 anos de uma mudança radical na história do Brasil. A seguir, fragmento do editorial do jornal Folha de São Paulo no dia posterior ao afastamento do presidente.

“Afastado Fernando Collor, assume o vice-presidente Itamar Franco, no estrito cumprimento da Constituição de 1988. Chega à Presidência por obra de uma reviravolta da história, mas nem por isso com menos autoridade (…). Itamar Franco terá em princípio seis meses de interinidade – e quase certamente outros dois anos – para enfrentar uma das piores crises econômicas que o País já atravessou, caracterizada pela combinação perversa de uma recessão profunda com uma inflação em nível insuportável. O combate a esses males não poderá ser feito em prejuízo do programa de abertura e modernização da economia, hoje um consenso na opinião pública; cumpre agora pô-lo em prática, no contexto de uma profunda reforma de Estado.” (Folha de São Paulo, Caderno Principal, p. 2, 30/9/92)

Nosso estimado amigo Ander não estará em nossa redação nesta semana. Parece cíclico, mas é mais uma baixa em nosso agrupamento por motivos de saúde. Apesar da ausência a matéria principal desta semana é de autoria dele. Mais novidades acompanhem aqui no blogue e não deixem de ler nossa edição em PDF na quarta-feira (isso para os que não têm acesso a versão impressa). Desejo a todos uma boa semana. Oniodi.

26
set
08

pracinha de guerra

O futuro do planeta estava nas mãos dos Aliados. A Europa já não era mais um lugar habitável. Eu estava sem norte. A situação me abalou bastante. Tive que abandonar o meu trabalho em um escritório e partir para o treinamento. Despedimo-nos do Brasil no Rio de Janeiro. Era setembro de 1944. Algumas semanas de viagem no navio e desembarcamos em Nápoles. A cidade já estava tomada por americanos e ruínas era o que restava daquele centro urbano. Nosso destino não estava ali. Mais ao norte o inimigo ainda mantinha posições firmes e nosso objetivo era aprisioná-lo ou expulsá-lo dos territórios italianos.

De Nápoles partimos para o norte. Passamos por Pizza e em Livorno no estabelecemos. Obedecíamos aos americanos. A comunicação era ruim, não falávamos e nem entendíamos bulhufas daquela língua. Um pouco de italiano sim, pela criação. Mal chegamos e logo também chegaria o inverno. Além dos alemães, esse foi o pior inimigo. A neve não deu trégua. Naquele inverno fizemos a primeira ofensiva no terceiro dia de dezembro de 1944. Ao cair daquela noite chegávamos nas proximidades da pequena cidade de Porreta, ao longe se via uma grande montanha que se prolongava para a esquerda e direita até perder-se de vista. Na encosta dessa montanha tinha algumas casas, em alguns pontos a aglomeração formava um povoado. Deixávamos o comboio para partir a pé. Já nas ruas do vilarejo podíamos visualizar a rampa íngreme de quatro ou cinco quilômetros que continuava a elevar-se até o cume. Essa elevação talvez fosse a origem do nome Monte Castelo que batizava o local.

O texto acima é um fragmento da narrativa que fizemos dos dois pracinhas que lutaram na Segunda Guerra Mundial. A crítica literária desta vez sim abordará a prosa hilstiana e está a cargo da Julliane. A Película de Retalhos desta semana novamente conta com a colaboração do cineasta Vander Colombo. Na página ele tratará do filme Velvet Goldmine de 1998, dirigido por Todd Haynes. Na academia de idéias duas colaborações, uma do Dr. José Luiz Ames, professor da Unioeste de Toledo, sobre São Tomás de Aquino, a outra é do acadêmico de jornalismo da USP, Vandson Lima, sobre a saída digital para a literatura. A edição estará muito interessante, não deixem de ler domingo.

Agora está funcionando mesmo o nosso chat aqui no blogue. Quem estiver visitando pode entrar e conversar com mais algum leitor ou mesmo nós da redação que sempre estaremos logados. A todos um ótimo fim de semana e lembrem: não deixem de ler o ALT. Saudações. Oniodi.

25
set
08

e não era gripe

Eu jurava que não era gripe, tinha certeza. Dores extremas: gritava. Mas de nada adiantava, pois ninguém me ouvia. Moro sozinho, já faz quatro anos. Não suportei e em tal desespero pedir ajuda foi o remédio. Santa ajuda, se não fosse tinha morrido. Certeza. Quem já teve uma dor de cabeça, multiplique por dez: a minha foi extrema.

De volta a atividade o que resta? Muito trabalho. Afastar-se da vida por um dia gera tanto transtorno que nem eu entendo. Que vida é essa? A minha. Isso não é depressivo, pelo contrário, é otimista. Sobrevivi. Mas vamos aos fatos: nosso blogue está com algumas melhoras. Na semana passada o Anderson acrescentou nas edições anteriores disponíveis para download informações das matérias contidas em casa uma, por exemplo: o título e o autor.

Nesta semana a matéria principal trará a história de dois pracinhas sobreviventes da Segunda Grande Guerra. Ambos residem em Cascavel e nos receberam para contar um pouco desta história. A crítica literária desta vez sim abordará a prosa hilstiana e está a cargo da Julliane. A Película de Retalhos desta semana novamente conta com a colaboração do cineasta Vander Colombo. Na página ele tratará do filme Velvet Goldmine de 1998, dirigido por Todd Haynes. Na academia de idéias duas colaborações, uma do Dr. José Luiz Ames, professor da Unioeste de Toledo, sobre São Tomás de Aquino, a outra é do acadêmico de jornalismo da USP, Vandson Lima, sobre a saída digital para a literatura.  Novidades acompanhem nosso blogue. Saudações. Oniodi

24
set
08

ALTs Idéias – Ep. 23 – História Sem-fim

Clique aqui para ler as tirinhas anteriores.

23
set
08

as coisas primaveris e o sentido da vida


Olá, meus caros.

Esta que vos fala ficou um bom tempo sem passar por aqui. Mas é que quando carne fresca se achega aos âmbitos de nossa convivência há um instinto muito forte de aproveitamento alheio.

Hoje estou por aqui porque nosso amigo Oniodi está em casa, de cama. Da mesma forma que eu fiquei há alguns dias, hoje é ele quem sofre as conseqüências de algo que ele jura não ser gripe. Esperamos que a febre e as dores sejam passageiras e que logo ele se restabeleça.

Por hoje, temos novidades no blogue. Na barra de menu, logo abaixo do cabeçalho, você passa a ter acesso a uma exclusiva agenda cultural de Cascavel e, por vezes, região. Caso queira incluir algum evento, entre em contato conosco: alt@gazetadoparana.com.br ou (45) 3218 2543. Esperamos que seja útil a todos vocês.

Outro ponto é a [futura] disponibilização de matérias pré-ALT na Gazeta do Paraná. Estamos acertando detalhes para que todos tenham acesso às sementinhas do Gazeta ALT, algumas matérias especiais feitas pelo Anderson quando ele ainda era um mortal da redação diária. Brincadeiras a parte, acredito que vocês vão gostar do que foi feito. Mais novidades em breve.

O título do post de hoje faz parte da matéria que o Anderson está preparando para a próxima próxima edição do ALT. Isso mesmo, não a do domingo que vem, a outra. Já foram mandados e-mails em massa para colegas e conhecidos com a pergunta fatídica: Qual é o sentido da vida? As respostas mais criativas serão parte da extensa, conclusiva e arrebatadora matéria que explicará muita coisa, se é que essas coisas todas têm mesmo explicação.

Muito obrigada por ler o meu texto até o final e tenham uma ótima primavera, que, por sinal, começou hoje.

Um abraço especial para Vania Paula, que ontem completou primaveras. Felicidades, Vaninha!

Até breve.
Julliane

22
set
08

dia do sucesso

Hoje é um dia especial para o cinema. Enquanto a redação do ALT coloca carvão na fornalha para acelerar a locomotiva, eu rememoro três eventos do cinema mundial. O primeiro é que no dia 22 de setembro de 1973 estreava um dos mais conhecidos filmes de terror do mundo, O Exorcista. Completando 35 anos o filme sempre é uma boa indicação para ser revisto. As cenas de possessão demoníaca e exorcismo recompensam qualquer medo possível do horror. O filme foi premiado no Oscar e no Globo de Ouro, inédito na época para um filme de terror. A fama do filme aumentou ainda mais quando eventos coincidentes (ou não) acontecerem. Algumas pessoas ligadas ao filme e um ator morreram. Sinistro.

Coisas mais leves também são comemoradas hoje. Em 1994 entrava no ar o primeiro episódio do famoso seriado Friends. A série é um fenômeno da TV americana e também mundial. Além do bom humor dos seis amigos protagonistas a série contribuiu para a evolução da cultura pop da metade da década de 1990 até meados dos anos 2000. Uma curiosidade: para fazerem a 10ª temporada os atores ganharam US$ 1 milhão por episódio. No total a temporada contou com 18 episódios.

Por sua vez, Lost, bastante conhecido no Brasil, também teve o episódio inicial lançado em 22 de setembro, mas em 2004. A série tornou-se sucesso instantâneo e é considerado hoje um dos melhores seriados do mundo. O clima de mistério e a maneira homeopática de contar a história apaixonaram milhões de telespectadores por todo o mundo. Atualmente conta com quatro temporadas concluídas e já há propostas para continuar até a sexta.

Quem sabe o dia de hoje seja um especial para estrear alguma coisa. Três exemplos de sucesso já ocorreram. Crendice minha. Boa semana a todos. Oniodi

O vídeo acima é uma animação baseada na música Waves da banda francesa Nouvelle Vague, que mistura músicas da década de 1980 com um tempero de Bossa Nova.




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