Author Archive for Julliane Brita

04
nov
09

Novembro e nós

Adoraria, queridos altianos, que houvesse mais tempo.

Mas não há.

Novembro chegou, e com ele o tempo e as obrigações esbravejam feito mães doentes de raiva. Você sabe que precisa cumprir o que eles dizem, e que têm razão em dizer que não é brincadeira e que você vai ter que realizar o esperado e o prometido, mas mesmo assim as coisas não vão exatamente como deveriam ir.

Há cansaços diversos, alimentação um pouco ruim; muito sono e muitas horas sem dormir provocam um ruído fino de solidão dentro do ouvido: estamos sozinhos em nossas desrazões, incapacidades e tristezas.

Não podemos e nem queremos abandonar o ALT, e o blogue deste caderno que deixa de dormir para sair pontual aos domingos é quem paga o preço. Desleixo o nosso? Não pense assim. Só estamos passando por uma fase turbulenta que promete passar, mas não sem deixar rastros por vezes indigestos.

Novembro chega e promete um primeiro caderno gostoso. Das urgências já decididas, falaremos sobre o Google Wave (aliás, você pode nos ajudar a falar sobre ele!), sobre a música de Maria Gadú, sobre Paulo Leminski (tema de uma saga de entrevistas sobre ele que termina no próximo domingo – leia as anteriores nos PDFs aqui) e sobre outras coisas que prometem se cumprir. Prometo mais detalhes durante a semana.

Aliás, e porque novembro começou, deixo a vocês uma indicação musical a que muito nos afetuamos na última semana: Azure Ray. Entre no MySpace das moças e ouça a faixa November, que embala o que nos aflige.

Um grande beijo.

Julliane

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12
set
09

Festival de Cinema de Cascavel

Na próxima semana inicia-se o Festival de Cinema de Cascavel, já há muito considerada polo dessa arte. As oficinas começam no dia 19 e vão até o dia 21. Segue abaixo a progração da Secretaria de Cultura para este evento. Vale lembrar que as incrições são gratuitas.

Programação

Oficina: Direção de cinema

Dias 22, 23 e 24 de Setembro de 2009

Horário: Das 8h00 às 12h00

Local: Centro Cultural Gilberto Mayer

Professor: Beto Carminatti (Curitiba)

Vagas: 30

Oficina: Direção de fotografia

Dias: 19 20 e 21

Horário: das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00

Local: Centro Cultural Gilberto Mayer

Professor: César Pillati (Cascavel)

Vagas: 30

Oficina: Roteiro

Dias: 22, 23, 24 e 25

Horário: das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 1700

Local: Centro Cultural Gilberto Mayer

Professor: Aly Muritiba

Vagas: 30

Oficina: História do Cinema e Desenvolvimento da Linguagem cinematográfica

Data: 24,25 e 26

Hora: 9h00 ao 12h00 e das 14h às 17h00

Professor: Fernando Severo

Vagas: 30

13
ago
09

Tenho razão de sentir saudade

Olá, ALTianos e ALTianas

Como estão?

Hoje tenho recadinhos rápidos pra vocês:

– O primeiro deles é que podemos (e devemos) ajudar a divulgar os artistas daqui e, por isso, a partir de hoje, vamos indicar alguns colaboradores que estão batalhando também na rede para que o trabalho que fazem seja visto e comentado. Solivan Brugnara é um poeta de Quedas do Iguaçu que vez ou outra colabora com ótimos textos. Acessem a nova empreitada do escritor que já tem dois livros: pergaminhosolivan.blogspot.com.

– O segundo é que as últimas duas edições do caderno em PDF estão na rede esperando leitura e comentários. Não esqueçam!

– O terceiro é que já estamos a todo vapor com a próxima edição, e a matéria principal tem assunto sério: o acidente que aconteceu na madrugada do dia primeiro de agosto, no cruzamento das ruas Carlos Gomes e Cuiabá, que acabou com a morte da estudante de medicina Camila Tacks. Uma versão da notícia que não foi mostrada nos jornais do dia seguinte.

Um grande abraço a todos e até a próxima.

Sigam também o caderno no Twitter: @gazeta_alt

04
jul
09

Nos ares de outros

Olá, meus queridos Altianos, como estão?

Há muito tempo eu não passo por aqui para escrever algo de interessante (ou nem tanto), para dizer oi ou algo do gênero. Hoje, entretanto, tive saudade de vocês.

Para compensar um pouco minha ausência, trago duas coisas: a primeira, as novidades do caderno quentinho de amanhã; a segunda, algo que inspira.

Aos postos, o Gazeta ALT de amanhã traz muita informação cultural. Nos espaços fixos – como a Carta ao Leitor e a coluna do Núcleo Gazeta ALT de cinema, feita pelo Anderson (Antikievicz Costa) -, (quase) tudo que você precisa saber sobre o Festival de Música de Cascavel, o Circuito OFF de Música, e sobre o filme cascavelense recém-lançado – Que mordomo é esse? -. No Mundo Sebo, outra de nossas seções fixas, Oniodi (Gregolin) divulga uma campanha para que livros sejam perdidos – aliás, se você encontrou um livro por aí, fique atento! -; no Emblogado, festins literários da rede. Nas páginas principais, você encontrará a continuação do artigo Documento Literário, do Anderson (A. Costa), sobre as tangências entre o jornalismo literário e o documentário; e uma matéria especial que surgiu da lembrança de que a morte do ex-presidente argentino Perón fez 35 anos. Oniodi (Gregolin) encontrou uma personagem argentina em Cascavel que tem histórias incríveis para contar. Por fim, muita coisa boa, ao menos é o que esperamos e nos dedicamos a fazer.

O segundo ponto que eu queria trazer hoje a vocês é uma declaração de Gay Talese, jornalista e escritor considerado ícone do New Journalism. A entrevista foi dada à jornalista Patricia Royo, que está escrevendo para o blogue Prosa e Verso, d’O Globo online. Num making-off da entrevista no blogue de treinamento de estagiários e trainees dos jornais O Globo e Extra (Amanhã no Globo), Patricia transcreveu um trecho que, segundo ela, Talese mandou especialmente para os estudantes de jornalismo:

“O mais importante para jovens jornalistas é gastar mais tempo com pessoas, para entender mais profundamente sobre quem se está escrevendo. Desta forma, mesmo sendo um jornalista, você está se comunicando tão bem quanto se fosse um romancista. O jornalista deve aspirar a manipular tão bem a língua como um romancista, pois o jornalismo pode ser uma forma de arte. Não deve haver uma diferenciação entre ficção e não-ficção, ou entre jornalismo e arte, contos ou romances. Os jornalistas devem se esforçar para produzir uma prosa que lhes dê orgulho, além de coletar a informação corretamente”.

Isso para os que dizem que não há jornalismo literário – ou que ele é um amontoado de palavras bonitas e vazias (sic) – deveria ser um banho de água fria. Aliás, chamem do que quiserem: jornalismo literário, narrativo, realista… o que importa é que reconheçam mais do que o simples empilhar de “informações relevantes”. Nós, ao menos, reconhecemos e sempre tentamos nos orgulhar de nossa prosa ainda envergonhada.

Abraços a todos.
Julliane

01
nov
08

beu abor beu bem be abe

Não morremos nem nos afogamos. Não estamos fora nem nos seqüestraram.

Simplesmente o burro empacou. A mula também, por sinal.

Foram acontecimentos diversos que culminaram em nossa estadia em terrenos altianos até agora. Sim, agora, seis da tarde.

Sem mais delongas, já que elas realmente não faltaram, adianto [ah, é] os temas da edição de manhã.

A matéria central carrega o diário de viagem de Anderson e Jeferson. Todos os detalhes da viagem a São Paulo em três páginas – 4, 5 e 7 -, além da capa feita especialmente na mais cosmopolita das cidades brasileiras. Aliás, a jornada continua na semana que vem. É o Oniodi que preenche a página oito com uma refinada análise sobre os eventos que antecedem o feriado de amanhã. Nostalgia e implíncitos. A crítica ficou por minha conta, e eu me derramei nos lirismos da portuguesa Florbela Espanca.

Penso que seja isso. Aliás, nem penso mais.

Julliane

27
out
08

alone in da house

Boa-tarde, ALTianos!

Espero que a segunda-feira seja o prenúncio de uma boa semana. Estamos aqui no ALT, eu e o meu sujeito poético, já pensando na edição do próximo domingo. Não, ninguém voltou ainda. Na verdade, o Douglas está me fazendo companhia, mas estamos aproveitando o tempo para dissertar sobre a infelicidade e pluralidade de nossos dias iguais. É para isso que servem as segundas-feiras insulsas.

Não há muito o que dizer hoje, que, por sinal, é aniversário do presidente Lula e do ator cara que aparece nos filmes japoneses de ação Bruce Lee. Realmente maravilhoso. Parabéns para eles. Aliás, só para o Lula, já que Lee morreu em 1973, aos 32 anos. Uma pena, já que Jackie Chan só teve chance de contracenar com um dos maiores lutadores de artes marciais [carece de fontes] duas vezes. Uma delas, no filme Fist of Fury, em que ele trabalha como duplo do chefe do Dojo japonês, sendo atirado com um pontapé pela janela. A outra foi no filme Enter the Dragon, em que Chan aparece como um mero capanga tentando agarrar Bruce Lee, que se livra e parte-lhe o pescoço [Wikipedia].

Depois dessas informaçõs preciosíssimas para a vida de todos, fiquem com um tributo [no vídeo acima] a esse grande personagem do cinema honkkonguiano e, por que não dizer, mundial.

Até.
Julliane.

26
out
08

da impossibilidade fragmentada do pós-modernismo ou I’m so postmodern

Olá, ALTianos e ALTianas, como estão?

Parece que houve um lapso nos trabalhos do ALT na última semana. Anderson, Jeferson e Oniodi foram viajar [vide post anterior]. E eu fiquei aqui, na mais reptiliana das cidades, sozinha, com muito calor e de folga.

Embora os meninos tenham dito que atualizariam o blogue lá de São Paulo, acredito que os propósitos não deram muito certo. Eu, que prometi que não atualizaria nada por motivo de minhas férias forçadas, fiquei esperando. Como já está quase na hora de voltar ao trabalho, resolvi dar uma passadinha por aqui.

Já compraram o ALT de hoje? Muitos fragmentos pós-modernos dançaram nas páginas que construímos para este domingo e nós esperamos que gostem. O pós-modernismo é essa coisa que angustia teóricos e críticos de todas as áreas do pensamento. “O pós-modernismo é uma cultura que prefere decompor as coisas, respeitar as várias partes do mundo social. Ao falar de cultura, prefere falar de culturas”. Em compensação, “o pós-moderno não pode ser provado, já que, se existe, existe na forma de uma ordem do mundo que exagera o mundo dos fatos e sinais reais. Como resultado, as teorias sociais do pós-moderno não são tanto argumentos advindos de fatos indiscutíveis quanto são representações de uma maneira de entender o mundo”. Ou seja, é uma coisa que angustia, na realidade, qualquer um. A propósito, os fragmentos acima foram retirados do – na medida do possível – esclarecedor Pós-modernismo não é o que você pensa, do professor de sociologia Charles Lemert.

Espero que as páginas do ALT sejam tão esclarecedoras quanto desafiadoras. Afinal, o que interessa mesmo é duvidar.




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