04
jul
09

Nos ares de outros

Olá, meus queridos Altianos, como estão?

Há muito tempo eu não passo por aqui para escrever algo de interessante (ou nem tanto), para dizer oi ou algo do gênero. Hoje, entretanto, tive saudade de vocês.

Para compensar um pouco minha ausência, trago duas coisas: a primeira, as novidades do caderno quentinho de amanhã; a segunda, algo que inspira.

Aos postos, o Gazeta ALT de amanhã traz muita informação cultural. Nos espaços fixos – como a Carta ao Leitor e a coluna do Núcleo Gazeta ALT de cinema, feita pelo Anderson (Antikievicz Costa) -, (quase) tudo que você precisa saber sobre o Festival de Música de Cascavel, o Circuito OFF de Música, e sobre o filme cascavelense recém-lançado – Que mordomo é esse? -. No Mundo Sebo, outra de nossas seções fixas, Oniodi (Gregolin) divulga uma campanha para que livros sejam perdidos – aliás, se você encontrou um livro por aí, fique atento! -; no Emblogado, festins literários da rede. Nas páginas principais, você encontrará a continuação do artigo Documento Literário, do Anderson (A. Costa), sobre as tangências entre o jornalismo literário e o documentário; e uma matéria especial que surgiu da lembrança de que a morte do ex-presidente argentino Perón fez 35 anos. Oniodi (Gregolin) encontrou uma personagem argentina em Cascavel que tem histórias incríveis para contar. Por fim, muita coisa boa, ao menos é o que esperamos e nos dedicamos a fazer.

O segundo ponto que eu queria trazer hoje a vocês é uma declaração de Gay Talese, jornalista e escritor considerado ícone do New Journalism. A entrevista foi dada à jornalista Patricia Royo, que está escrevendo para o blogue Prosa e Verso, d’O Globo online. Num making-off da entrevista no blogue de treinamento de estagiários e trainees dos jornais O Globo e Extra (Amanhã no Globo), Patricia transcreveu um trecho que, segundo ela, Talese mandou especialmente para os estudantes de jornalismo:

“O mais importante para jovens jornalistas é gastar mais tempo com pessoas, para entender mais profundamente sobre quem se está escrevendo. Desta forma, mesmo sendo um jornalista, você está se comunicando tão bem quanto se fosse um romancista. O jornalista deve aspirar a manipular tão bem a língua como um romancista, pois o jornalismo pode ser uma forma de arte. Não deve haver uma diferenciação entre ficção e não-ficção, ou entre jornalismo e arte, contos ou romances. Os jornalistas devem se esforçar para produzir uma prosa que lhes dê orgulho, além de coletar a informação corretamente”.

Isso para os que dizem que não há jornalismo literário – ou que ele é um amontoado de palavras bonitas e vazias (sic) – deveria ser um banho de água fria. Aliás, chamem do que quiserem: jornalismo literário, narrativo, realista… o que importa é que reconheçam mais do que o simples empilhar de “informações relevantes”. Nós, ao menos, reconhecemos e sempre tentamos nos orgulhar de nossa prosa ainda envergonhada.

Abraços a todos.
Julliane

Anúncios

0 Responses to “Nos ares de outros”



  1. Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


Feed do ALT

Twitter

Pub


Outra Pauta


Firefox 3





%d blogueiros gostam disto: