18
nov
08

gravando? ok!

Neste fim de semana nós da redação do ALT nos reunimos com amigos na casa do nosso ilustríssimo Anderson para congraçar nossas relações fraternais e tudo mais. Parece um tanto meigo esse assunto, mas não. Nossas atividades com outros grandes amigos são estritamente de cunho intelectual, cultural e diversionista. Mas toquei neste assunto porque naquela noite assistimos um filme recém-lançado no mercado. Não nos perguntem como conseguimos, acho que apareceu no jardim da casa do Ander, mas isso não vem ao caso. O filme é o thriller espanhol “REC”. Pasmem! Discussões à parte sobre a qualidade, o filme assusta. Acima postei o trailer da película que vale a penas ser assistida em qualquer cinema que esteja sendo rodado. Abaixo trecho de uma crítica retirada do blogue ALTO FALANTE.

“(…) É bem possível que varias pessoas digam que entregar a sinopse de “[REC]” seja uma forma de estragar a experiência do filme (detalhando, inclusive, que o próprio trailer não traz imagens do filme em si, mas apenas dos sustos da platéia durante uma exibição). Respeitando essa possibilidade, não vou falar da sinopse; sinceramente acreditando que afirmar se tratar de um filme de zumbi no estilo início do fim…, seja o suficiente. Entretanto, não tenho certeza se é bem por aí… obviamente é interessante acompanhar o desenvolvimento da história e ir descobrindo o que acontece junto com as personagens; mas é visível que o roteiro, a sinopse, não é nem de longe o mais importante em “[REC]”. Se nas produções do atual cinema comercial as imagens vêm se tornando cada vez mais um mero meio para o desenvolvimento do roteiro, em “[REC]” o roteiro não passa de suporte para o clima/experiência almejada pelos realizadores.

E é exatamente aí que aí que o filme se faz e ganha o espectador: no clima. Fazendo a usual comparação tosca, “[REC]” talvez seja algo muito parecido com um passeio em um Trem Fantasma realmente muito bom. Pouco importa a história, as reviravoltas ou mesmo o desenvolvimento dramático – o melhor em “[REC]” é a possibilidade de ser seqüestrado pelo filme e passar a (quase) vivenciar o caos que ele retrata/constrói. Muito além dos planos amplos e límpidos, o caos na técnica da imagem de “[REC]” serve como um meio para aproximar o espectador do espetáculo, derrubando com a segurança de poder olhar o écran de longe e com distração. Nos curtos 70min de duração, o espectador começa com o tédio inicial de acompanhar a criação de uma reportagem furada sobre o Corpo de Bombeiros e termina diante do registro “quase sem imagem” de pessoas sendo perseguidas e mortas por um terror sem explicação.

Nessa devoção pela construção do clima, “[REC]” faz uma opção interessante: ao contrário de “A Bruxa de Blair”, que se foca nas personagens e aposta no desenvolvimento delas, “[REC]” coloca essa característica em segundo plano e se foca quase exclusivamente na situação. Diferente de personagens construídas numa base dramática, as pessoas expostas na tela são basicamente simplificadas como vítimas da situação e nada mais. Se, assim, por um lado o filme abre mão de uma qualidade que poderia existir, por outro cria uma proteção contra o cinismo dos espectadores menos interessados – que por não se envolverem com as personagens terminam dando risada no cinema (vide o caso do citado “A Bruxa de Blair”).É bem possível que varias pessoas digam que entregar a sinopse de “[REC]” seja uma forma de estragar a experiência do filme (detalhando, inclusive, que o próprio trailer não traz imagens do filme em si, mas apenas dos sustos da platéia durante uma exibição). Respeitando essa possibilidade, não vou falar da sinopse; sinceramente acreditando que afirmar se tratar de um filme de zumbi no estilo início do fim…, seja o suficiente. Entretanto, não tenho certeza se é bem por aí… obviamente é interessante acompanhar o desenvolvimento da história e ir descobrindo o que acontece junto com as personagens; mas é visível que o roteiro, a sinopse, não é nem de longe o mais importante em “[REC]”. Se nas produções do atual cinema comercial as imagens vêm se tornando cada vez mais um mero meio para o desenvolvimento do roteiro, em “[REC]” o roteiro não passa de suporte para o clima/experiência almejada pelos realizadores.

E é exatamente aí que aí que o filme se faz e ganha o espectador: no clima. Fazendo a usual comparação tosca, “[REC]” talvez seja algo muito parecido com um passeio em um Trem Fantasma realmente muito bom. Pouco importa a história, as reviravoltas ou mesmo o desenvolvimento dramático – o melhor em “[REC]” é a possibilidade de ser seqüestrado pelo filme e passar a (quase) vivenciar o caos que ele retrata/constrói. Muito além dos planos amplos e límpidos, o caos na técnica da imagem de “[REC]” serve como um meio para aproximar o espectador do espetáculo, derrubando com a segurança de poder olhar o écran de longe e com distração. Nos curtos 70min de duração, o espectador começa com o tédio inicial de acompanhar a criação de uma reportagem furada sobre o Corpo de Bombeiros e termina diante do registro “quase sem imagem” de pessoas sendo perseguidas e mortas por um terror sem explicação.

Nessa devoção pela construção do clima, “[REC]” faz uma opção interessante: ao contrário de “A Bruxa de Blair”, que se foca nas personagens e aposta no desenvolvimento delas, “[REC]” coloca essa característica em segundo plano e se foca quase exclusivamente na situação. Diferente de personagens construídas numa base dramática, as pessoas expostas na tela são basicamente simplificadas como vítimas da situação e nada mais. Se, assim, por um lado o filme abre mão de uma qualidade que poderia existir, por outro cria uma proteção contra o cinismo dos espectadores menos interessados – que por não se envolverem com as personagens terminam dando risada no cinema (vide o caso do citado “A Bruxa de Blair”). (…)”

Vale a pena conferir. Sem mais, uma boa semana a todos. Oniodi.

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1 Response to “gravando? ok!”


  1. 1 Juliana Tokarski
    19 novembro, 2008 às 10:23 am

    Olá, Pessoooal!!

    Faz teeeeeempo que não passo por aqui, mas é não é pq não quero. Falta de tempo mesmo.. ;))

    Segundo o Oniodi ele sentiu minha falta por aqui.. aisduhfuiasdhiu… por isso resolvi passar hoje aqui.. =) e tmb pq deu tempo!

    O caderno está ótimo, como sempre..!!

    BJoo a todos aí!!

    =))


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