26
set
08

pracinha de guerra

O futuro do planeta estava nas mãos dos Aliados. A Europa já não era mais um lugar habitável. Eu estava sem norte. A situação me abalou bastante. Tive que abandonar o meu trabalho em um escritório e partir para o treinamento. Despedimo-nos do Brasil no Rio de Janeiro. Era setembro de 1944. Algumas semanas de viagem no navio e desembarcamos em Nápoles. A cidade já estava tomada por americanos e ruínas era o que restava daquele centro urbano. Nosso destino não estava ali. Mais ao norte o inimigo ainda mantinha posições firmes e nosso objetivo era aprisioná-lo ou expulsá-lo dos territórios italianos.

De Nápoles partimos para o norte. Passamos por Pizza e em Livorno no estabelecemos. Obedecíamos aos americanos. A comunicação era ruim, não falávamos e nem entendíamos bulhufas daquela língua. Um pouco de italiano sim, pela criação. Mal chegamos e logo também chegaria o inverno. Além dos alemães, esse foi o pior inimigo. A neve não deu trégua. Naquele inverno fizemos a primeira ofensiva no terceiro dia de dezembro de 1944. Ao cair daquela noite chegávamos nas proximidades da pequena cidade de Porreta, ao longe se via uma grande montanha que se prolongava para a esquerda e direita até perder-se de vista. Na encosta dessa montanha tinha algumas casas, em alguns pontos a aglomeração formava um povoado. Deixávamos o comboio para partir a pé. Já nas ruas do vilarejo podíamos visualizar a rampa íngreme de quatro ou cinco quilômetros que continuava a elevar-se até o cume. Essa elevação talvez fosse a origem do nome Monte Castelo que batizava o local.

O texto acima é um fragmento da narrativa que fizemos dos dois pracinhas que lutaram na Segunda Guerra Mundial. A crítica literária desta vez sim abordará a prosa hilstiana e está a cargo da Julliane. A Película de Retalhos desta semana novamente conta com a colaboração do cineasta Vander Colombo. Na página ele tratará do filme Velvet Goldmine de 1998, dirigido por Todd Haynes. Na academia de idéias duas colaborações, uma do Dr. José Luiz Ames, professor da Unioeste de Toledo, sobre São Tomás de Aquino, a outra é do acadêmico de jornalismo da USP, Vandson Lima, sobre a saída digital para a literatura. A edição estará muito interessante, não deixem de ler domingo.

Agora está funcionando mesmo o nosso chat aqui no blogue. Quem estiver visitando pode entrar e conversar com mais algum leitor ou mesmo nós da redação que sempre estaremos logados. A todos um ótimo fim de semana e lembrem: não deixem de ler o ALT. Saudações. Oniodi.

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1 Response to “pracinha de guerra”



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