16
set
08

da criméia o jornalismo de guerra

E quem pensa que a prática de acompanhar conflitos ao redor do globo é algo recente, engana-se. Há exatamente 154 anos, lembrado hoje, iniciava-se o conflito de britânicos e franceses contra os russos. Por alcunha chamada Guerra da Criméia. Este evento bélico recebeu a primeira cobertura de guerra, digna do jornalismo. Enviado pelo Times de Londres, o jornalista William Russel descreveu a guerra e o ambiente por meio de cartas, abastecendo Londres com informações do rumos que o conflito tomava.

A descrição feita pelo jornalista chocou Londres. Rico em detalhes, o texto mudou a forma dos leitores encararem os conflitos bélicos. Antes de Russel qualquer informação que chegasse aos leitores era oriunda de fontes oficiais e boletins dos exércitos. A partir da perspectiva de mostrar o lado cruel da guerra os ingleses deixaram de se orgulhar da honra e da soberania defendida lá. No Brasil, algo semelhante aconteceu. Na Guerra de Canudos, em 1896, Euclides da Cunha foi convidado pelo jornal O Estado de São Paulo para acompanhar o desfecho do conflito. Da cobertura de Euclides surgiu o livro Os Sertões. Euclides inaugurou a cobertura de guerra do jornalismo brasileiro, assim como Russel no mundo.

Saudações. Oniodi.

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