Adoraria, queridos altianos, que houvesse mais tempo.
Mas não há.
Novembro chegou, e com ele o tempo e as obrigações esbravejam feito mães doentes de raiva. Você sabe que precisa cumprir o que eles dizem, e que têm razão em dizer que não é brincadeira e que você vai ter que realizar o esperado e o prometido, mas mesmo assim as coisas não vão exatamente como deveriam ir.
Há cansaços diversos, alimentação um pouco ruim; muito sono e muitas horas sem dormir provocam um ruído fino de solidão dentro do ouvido: estamos sozinhos em nossas desrazões, incapacidades e tristezas.
Não podemos e nem queremos abandonar o ALT, e o blogue deste caderno que deixa de dormir para sair pontual aos domingos é quem paga o preço. Desleixo o nosso? Não pense assim. Só estamos passando por uma fase turbulenta que promete passar, mas não sem deixar rastros por vezes indigestos.
Novembro chega e promete um primeiro caderno gostoso. Das urgências já decididas, falaremos sobre o Google Wave (aliás, você pode nos ajudar a falar sobre ele!), sobre a música de Maria Gadú, sobre Paulo Leminski (tema de uma saga de entrevistas sobre ele que termina no próximo domingo – leia as anteriores nos PDFs aqui) e sobre outras coisas que prometem se cumprir. Prometo mais detalhes durante a semana.
Aliás, e porque novembro começou, deixo a vocês uma indicação musical a que muito nos afetuamos na última semana: Azure Ray. Entre no MySpace das moças e ouça a faixa November, que embala o que nos aflige.
Um grande beijo.
Julliane








































































Saudações, ALTianos e ALTianas. Notícias do fronte.
Sidnei de Oliveira fez um comentário-convite no nosso expediente. Re-postamos a mensagem aqui na página principal para que todos fiquem por dentro do evento que vem por aí. Vale a pena prestigiar.
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Olá Galera ALT,
Parabéns pelo trabalho realizado, o qual tenho acompanhado, e de antemão parabenizo o caderno de domingo que estava sensacional. Aproveitando o ensejo peço encarecidamente a disposição para que eu possa divulgar a peça “Memórias Póstumas”, confeccionada pela Cia. de teatro Hierofânico da UNIPAR.
A peça foi montada no ano passado, visando a comemoração do centenário de morte do Machado de Assis, sendo que a mesma foi apresentada em diversos lugares, e premiada no Festival de Teatro de Cascavel.
A peça “Memórias Póstumas”, foi adaptada da obra de Machado de Assis, em que foi publicado em 1881, no qual inaugura o realismo nas letras brasileiras. A partir desse enredo o protagonista Brás Cubas revela-se um arguto observador e analista psicológico dos personagens da sociedade brasileira do século XVIII.
O ritmo da peça é composto por narrações digressivas apresentado de maneira irreverente e irônica por um “defunto autor” (e não um “autor defunto”, como podem pensar). Brás Cubas, por estar morto, se exime de qualquer compromisso com a sociedade, estando livre para criticá-la e revelar as hipocrisias e vaidades das pessoas com quem conviveu.
Essa condição de autor defunto permite ao protagonista suspender a narrativa ou o tempo, dialogar com o espectador no momento e que sugere estar escrevendo algum capítulo e até mesmo propor ao espectador a supressão de algum capítulo. O tempo para o Brás Cubas é suspenso, o que o leva a visitar o seu passado, conhecedor dos segredos após a morte, sem revelar ao espectador tais mistérios, vai se mostrando um narrador irônico acerca das paixões humanas.
A peça será encenada no anfiteatro da UNIPAR – Universidade Paranaense
Data: 21/05/2009 Horário: 20hrs
Ingresso: R$ 3,00 – será emitido certificados de horas culturais.
Ficha técnica:
Cia. de teatro Hierofânico da UNIPAR
Elenco:
Brás Cubas, Rubião - Sidnei de Oliveira
Quincas Borba – Igor Zonta
Sonoplastia – Fábio Lino
Adaptação – Sidnei de Oliveira e Leodefane Bispo
Figurino – Sidnei de Oliveira
Direção Geral – Sidnei de Oliveira
contato – (45) 8405-3558