Matéria: Em busca dos leitores perdidos
Equipe ALT – Textos e fotos: Anderson Antikievicz Costa
1. Textos e fotos extras
Estudantes leitores

Igor A. Zonta, fã de Gabriel Garcia Marquez

Everton A. Silva recomenda Quincas Borba
Alguns estudantes leram os clássicos por causa do vestibular e pegaram gosto pelas livros. Um deles é Igor Augusto Zonta, que depois de um ano do Curso de História, partiu para a Educação Física. “Tenho vindo diariamente a biblioteca, tanto por estudo, livros técnicos e tal, quanto por prazer, por gostar de literatura”. O gosto pelo teatro e o trabalho de ator impulsionam também na busca por novos títulos. “Passo, pelo menos, meia hora, mas não é raro eu ficar uma tarde inteira”. A frequencia de leitura ainda não é a que ele gostaria, mas é a que o tempo permite, cerca de dois livros por mês. Dos dez livros essenciais leu apenas Memórias Póstumas, conhece a história de Dom Casmurro e nunca ouviu falar de O Quinze, de Raquel de Queiros, e de Noites na Taverna, de Alvarez de Azevedo. Mas garante que lerá esses livros e ainda indica um: Dez contos peregrinos, de Gabriel Garcia Marques, que estava lendo quando foi abordado pela reportagem. “Conhece aquele filme Amor nos tempos do cólera? É inspirado em um livro dele, de mesmo nome. Tanto o livro, quanto o filme, são muito bons”.
Outro que tomou gosto pelos livros é o estudante Everton Almeida Silva, que anseia por entrar no curso de Medicina. Dos dez indicados leu quatro: Memórias Póstumas, Dom Casmurro, Ateneu e Escrava Isaura. “Ah, por causa do vestibular, mas acabei gostando e sempre que posso eu leio. As pessoas parecem ter problemas como o tipo da escrita dos livros brasileiros um pouco antigos, mas eu gosto”. Entre os preferidos estão Quincas Bórba e Ateneu.
Sobre livros verdadeiramente proibidos
A Igreja Católica até hoje tem o poder de censurar obras que não estejam ao contento da doutrina. O filme A Última Tentação de Cristo, 1988, dirigido por Martin Scorsese, por exemplo, até hoje é proibido no Chile. Entretanto, até 1966, com o então o Papa Paulo IV, era publicado o Index Librorum Prohibitorum, o Índice (ou Lista) dos Livros Proibidos.
O objetivo de tal Index era reagir contra o avanço do protestantismo, impedir a ‘contaminação’ dos países ainda ‘livres’ dos pensamentos reformistas de Lutero, das teologias desenvolvidas no século XVI na Europa Ocidental. E nesse documento listou-se os livros e até alguns dos novos testamentos da bíblia, cujos conteúdos ou interpretações, de alguma forma, se opunham a doutrina teológica cristã. E ainda havia o ‘encorajamento’ para que os autores não escrevessem livros que os fiéis pudessem ter dificuldades de entender. Hoje você pode comprar o Index na Amazon.com por 80 dólares, ou acessar o fác-simile gratuitamente no endereço: http://www.aloha.net/~mikesch/ILP-1559.htm. Ver tabela 3.
2. Tabelas



Saudações, ALTianos e ALTianas. Notícias do fronte.
Sidnei de Oliveira fez um comentário-convite no nosso expediente. Re-postamos a mensagem aqui na página principal para que todos fiquem por dentro do evento que vem por aí. Vale a pena prestigiar.
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Olá Galera ALT,
Parabéns pelo trabalho realizado, o qual tenho acompanhado, e de antemão parabenizo o caderno de domingo que estava sensacional. Aproveitando o ensejo peço encarecidamente a disposição para que eu possa divulgar a peça “Memórias Póstumas”, confeccionada pela Cia. de teatro Hierofânico da UNIPAR.
A peça foi montada no ano passado, visando a comemoração do centenário de morte do Machado de Assis, sendo que a mesma foi apresentada em diversos lugares, e premiada no Festival de Teatro de Cascavel.
A peça “Memórias Póstumas”, foi adaptada da obra de Machado de Assis, em que foi publicado em 1881, no qual inaugura o realismo nas letras brasileiras. A partir desse enredo o protagonista Brás Cubas revela-se um arguto observador e analista psicológico dos personagens da sociedade brasileira do século XVIII.
O ritmo da peça é composto por narrações digressivas apresentado de maneira irreverente e irônica por um “defunto autor” (e não um “autor defunto”, como podem pensar). Brás Cubas, por estar morto, se exime de qualquer compromisso com a sociedade, estando livre para criticá-la e revelar as hipocrisias e vaidades das pessoas com quem conviveu.
Essa condição de autor defunto permite ao protagonista suspender a narrativa ou o tempo, dialogar com o espectador no momento e que sugere estar escrevendo algum capítulo e até mesmo propor ao espectador a supressão de algum capítulo. O tempo para o Brás Cubas é suspenso, o que o leva a visitar o seu passado, conhecedor dos segredos após a morte, sem revelar ao espectador tais mistérios, vai se mostrando um narrador irônico acerca das paixões humanas.
A peça será encenada no anfiteatro da UNIPAR – Universidade Paranaense
Data: 21/05/2009 Horário: 20hrs
Ingresso: R$ 3,00 – será emitido certificados de horas culturais.
Ficha técnica:
Cia. de teatro Hierofânico da UNIPAR
Elenco:
Brás Cubas, Rubião - Sidnei de Oliveira
Quincas Borba – Igor Zonta
Sonoplastia – Fábio Lino
Adaptação – Sidnei de Oliveira e Leodefane Bispo
Figurino – Sidnei de Oliveira
Direção Geral – Sidnei de Oliveira
contato – (45) 8405-3558